O massacre de Realengo e o jornalismo

13 abr

Que o massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, rende muitos cliques e arrebenta a audiência de portais e telejornais, não há como negar. Agora, volta-se aquela velha discussão, até que ponto estamos em um vale-tudo jornalisticamente falando?

Rasgam-se os manuais de redação e perde-se o bom senso quando são mostradas fotos das crianças mortas, do atirador ensanguentado na escada e os vídeos em que o cidadão argumenta e justifica o massacre.

O que se sabe de jornalismo é que não deve se mostrar carta de suicida, já que isso instiga outros ponteciais que estão assistindo tudo pela TV.

Lembram do 11 de Setembro? Certamente tudo o que a imprensa noticiou inspirou diversos outros terroristas a cometerem atentados semelhantes.

Será que isso é um desserviço à sociedade? Para ser jornalista de hard news, há que ter estômago forte, aguentar trancos e barrancos em uma cobertura como essa.

Há quem nos chame de carniceiros. Nós nos defendemos dizendo que somos responsáveis por divulgar informação a quem quer tê-la. Daí entram a liberdade de expressão e o livre-arbítrio.

Acho que depois de alguns anos de jornalismo de hard news ficamos viciados em “dar primeiro”, “não perder o link”, “sermos mais rápidos que a concorrência”. Corre-se o risco de perder o internauta (e o bom senso).

Diariamente somos bombardeados com críticas quanto à nossa política editorial. A ética do jornalista é posta à prova continuamente.

Você pode ser dissuadido quando menos esperar, oras bolas.

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Dias difíceis

26 fev

Sem mais.

O que nos traz a nostalgia

27 jan

Em uma certa época da vida, algo que fazemos muito é relembrar.

Relembrar de como éramos no primário, ginásio, colégio, faculdade…

Relembrar o quanto brincávamos na infância junto de primos na casa da vó…

Relembrar sobre quantos amigos de infância não temos mais notícias…

A isso se dá o nome de nostalgia. Segundo o dicionário, “saudades de algo relacionado ao passado”.

Dizem por aí que relembrar é viver. Mas também dizem que quem vive de passado é museu.

Então será que relembrar é saudável? Acredito que sim. Relembrar de um passado que lhe fez bem, feliz, é saudável, é gostoso.

Já viram que sensação incrível dá olhar fotos de quando éramos crianças/adolescentes/mais novos?

A nostalgia vai fazer parte da nossa vida de tempos em tempos até a velhice.

A única coisa que não é saudável é lamentarmos por não termos feito algo em determinada época.

Arrependimento? Não rola. Quer dizer, na maioria das vezes. Se ele vem com um aprendizado, aí pode ser incrível.

Olhar pra frente contemplando um belo futuro, viver o agora e sentir o gostinho antigo é o que nos faz vivos, pessoas, humanos.

Sentir algo verdadeiramente com o coração é incrível. Experimentem, oras bolas!

Eu sou muito melhor do que mostra meu perfil no Facebook

12 jan

E mais bonita também.

(Era um post como este vídeo que vinha tentando escreve há tempos, oras bolas!)

Feliz Natal!

8 dez

Amo o Natal e tenho tentado recuperar o espírito natalino que está meio perdido este ano. Será que o tempo desgasta o que nunca deveria se desgastar? Será que tudo aquilo que representa o nascimento de Jesus tem se perdido?

Sinceramente, espero que não e também desejo reencontrar rapidinho.

Abaixo, este vídeo fofo em ritmo de Natal digital em tempos modernos, oras bolas!

Na lua

24 nov

Musiquinha boa e recém-descoberta, oras bolas!

Crise existencial

18 nov

Ando percebendo que estou em crise existencial comigo mesma.

Acho que como é fim de ano, me pego pensando no futuro e aí complica…

Vejo pessoas com vidas “supostamente” tão bacanas no Facebook, com sacadas inteligentes no Twitter e felizes no Orkut.

Porque, sim, sou super stalker, heheheh, mas do bem, relaxem!

E aí me pego pensando na minha monótona vidinha, “porra, Bárbara, vamos dar um up”, penso eu.

Mas, sério, acho que é só porque é fim de ano, depois passa.

Porque, afinal, ninguém é tão feliz quanto quer parecer no Facebook, nem tão descolado como mostra no Twitter, oras bolas!

Forever alone

11 nov

Personagem Forever Alone, by Não Intendo

E pensar que tem um monte de gente assim por aí, né?

Agradeço pelos meus poucos amigos, família, colegas de trabalho e até os amigos virtuais. Pelo menos meu celular é bem cheio de contatos, oras bolas!

We All Want to Be Young

9 nov

“Entender a evolução do mundo é uma busca que pode nos manter jovens para sempre”, oras bolas!

A vitória de Dilma e o preconceito contra nordestinos

1 nov

E este domingo foi um dia histórico para o Brasil: Dilma Rousseff foi eleita presidente. A 1ª mulher que irá governar o país na história.

Após uma campanha sem propostas, em que os temas mais discutidos foram aborto e bolinha de papel, a petista foi eleita com cerca de 56% dos votos contra 43% de seu adversário tucano José Serra.

Em tempos de Twitter e redes sociais, a repercussão, desde o início da votação foi grande. E eis que iniciou-se um movimento no Twitter aparentemente “culpando” os nordestinos pela vitória de Dilma. Encabeçado por quem? Paulistas.

Mensagens ridiculamente preconceituosas e racistas partiram dos mais diversos Twitters. Você pode ver um compilado aqui: http://xenofobianao.tumblr.com/.

Uma parte da classe burra paulista, porque eu duvido que a “verdadeira” elite paulista perca tempo com esta postagem ridícula e criminosa, postou frases impronunciáveis e inadmissíveis para qualquer ser humano. É algo que me nauseia e me dá nojo em ser paulista, daí que como disse um amigo meu, é perigosa a generalização.

E tenho a mais certeza de que Serra, quem estes pseudos-seres humanos apoiavam, que é um homem com alto nível intelectual, repudia tais mensagens.

Amo o Nordeste brasileiro. Amo muitos e muitos nordestinos. Amo São Paulo também. Agora este tipo “movimento” nazista [eu diria] é absurdo, porque o que estes tweets têm propagado é a eliminação do povo nordestino, o que se assemelha ao Holocausto de Hitler, não?

O Brasil é maravilhoso porque tem este tamanho continental. Porque é mistura de raças, sotaques e opiniões.

Por questões ideológicas, eu votei na Marina no 1º turno, e por alguma falta de opção, em Dilma no 2º. Mas desejo (e torço!) do fundo do meu coração que Dilma, a 1ª presidente mulher da história brasileira, faça um governo invejável e cale a boca destes paulistas medíocres.

Lembrando que eu sou paulista, com muito orgulho do nosso povo batalhador, sério e honesto, e com muita vergonha dessa paulistada imbecil e burra que quer separar nosso Estado do resto do país.

Como jornalista sou absolutamente a favor da liberdade de expressão, diga o que quiser, mas esteja preparado para responder pelos seus atos.

A propósito, caso queira fazer uma denúncia no Ministério Público, faça aqui. Xenofobia é crime, oras bolas!

(Pra quem não sabe, Xenofobia, segundo o dicionário: Antipatia, desconfiança, temor ou rejeição por pessoas estranhas a seu meio ou pelo que é incomum.)

Ricardo Stuckert/Presidência da República

Leia mais: bom post sobre o caso de Dois Espressos