Postado por: Bárbara Paludeti | 7 Maio, 2008

Até onde vai a crueldade humana?

I’m back. Acredito que vocês estejam por dentro do caso daquele austríaco maluco que manteve a filha presa por 24 anos e a estuprou diversas vezes tendo 7 filhos-netos com ela (incesto). Um caso, no mínimo, chocante. No mínimo, veja bem.

Fiquei deveras impressionada. Evitei ao máximo falar sobre o caso Isabella aqui no blog, mas este austríaco me tirou do sério com a matéria que vi hoje.

“Não sou um monstro. Poderia ter matado todos e não teria acontecido nada, ninguém nunca ficaria sabendo”, afirmou à polícia. Sim, claro, ele é muito bom porque levou a filha-neta doente ao hospital. Sim, ele é um anjo por ter dado a oportunidade de tratamento à ela. Sim, eu diria mais, diria que ele é um santo por ter cuidado da menina de 19 anos doente e que somente viveu naquele maldito porão.

“Não sou um monstro” é demais pra mim. Monstro é pouco, muito pouco. Não consigo acreditar que tenha alguém capaz de fazer isso com a própria filha. Simplesmente, não consigo. E fica no imaginário popular estes dois casos emblemáticos que demonstram até que ponto pode chegar a crueldade humana. Aliás, eu acho que pode ir muito além disso… infelizmente!

E a mídia gosta destas tragédias nojentas e chocantes. E o povo gosta de ler e se martirizar para comentar nos cafés na firma e nos almoços em família. E eu AINDA acredito no ser humano, por mais surreal que isso possa parecer…

Dica de leitura na web: Taxitramas, são histórias da vida de um taxista, bem escrito e levemente irônico, vale muito a pena perder uns minutos pra se deliciar com os textos.

É tão gostoso ter, de vez em quando, uma leitura descompromissada, terminei, nesta segunda-feira (5), de ler o livro “O Diabo veste Prada”, sensacional, engraçado, traz à tona o mundinho fútil, e tão distante da minha realidade, da moda. E deixa um questionamento no ar: será que vale tudo mesmo para se dar bem profissionalmente? Será que vale se humilhar, agüentar um chefe surtado para continuar em um emprego com a esperança de ser recompensado? Sinceramente, não sei, mas acho que agiria exatamente como a protagonista da história, e você, o que me diz disso, oras bolas?

Respostas

Assino embaixo. Monstro é pouco. Se não é, é no mínimo bastante insano e doente, o que o inclui na categoria de “psicopata” mesmo…Caso terrível!

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