Ah, o olhar
Você já reparou no olhar das pessoas? Não? Faça isso, é um belo exercício de aprofundamento no íntimo. O olhar de uma pessoa revela muito sobre ela. Andei fazendo isso no metrô, no ônibus e no trólebus, lugares em que você costuma ficar em pé de frente com alguém.
Esta semana, na segunda-feira (7/4) estive reparando em um senhor de idade que ficou em pé na minha frente no metrô, ele era mais ou menos da minha altura (um anão, praticamente!) e comecei a olhar os olhos dele. Nossa, não consegui por muito tempo, juro. As retinas eram extremamente molhadas (!), ou seriam marejadas (?) e o que me impressionou foi o sofrimento contido nos olhos dele. Sofrimento e cansaço foram a impressão que me passaram.
Outro garoto, este bem alto, me deixou feliz, a sede de conhecimento da juventude nos olhos era nítida. Muito legal analisar o olhar dele e perceber essa euforia e ansiedade de ser jovem e querer alcançar todas as informações que puder com os olhos.
Já uma mulher, que estava sentada e eu em pé de frente pra ela, estava extremamente assustada e passava, claramente, isso com o olhar. Os olhos se movimentavam para todos os lados, sem parar e ela me pareceu ter muito medo. Confesso que não foi bom, me senti impotente.
Agora, infelizmente, os olhares que mais vejo nessa missão de analisar os olhos alheios é o de cansaço e infelicidade. Não acredito que infelicidade de uma vida toda, mas infelicidade por não conseguir, ou nem ao menos tentar, fazer diferente.
Se continuarmos fazendo as mesmas coisas do mesmo jeito, vamos continuar obtendo os mesmos resultados. Cabe a nós mudar. E é isso que me dá vontade de falar para essas pessoas com olhares tristes.

Este é o meu olhar
A citação atribuída à Leonardo da Vinci exprime tudo o que estou tentando dizer para vocês que andei percebendo: “os olhos são a janela da alma e o espelho do mundo”. Gênio, da Vinci, gênio! Tentem fazer este exercício, examinem sem pré-conceitos ou julgamentos os olhos das pessoas e procurem extrair o que ela está “gritando” com o olhar, comece com os amigos, o chefe, a família. Acreditem, vocês vão se surpreender, é de tremer a espinha, oras bolas!
Bárbara, por falar em “janela da alma”, assista o documentário homônimo. Já o vi três vezes. Me emocionei –muito– em todas. É uma “hecatombe” de emoções, sensações, visões (e a falta delas). Vale bastante a pena.
Vc estava sorrindo nesta foto!
Como diz o ditado: um olhar vale mais que mil palavras!
Estava olhando para a Becky agora, e o olhar dela me passou algo do tipo: vc vai mesmo ficar nessa merda de computador e não vai brincar comigo? como eu ignorei, ela derrubou todos os mues livros no chão…uhuuuu…to indo jogar bolinhas para ela…beijo!