A menina que roubou minhas lágrimas

2008 Janeiro 16
by Bárbara Paludeti

Que título mais brega! Ahahahaha… mas isso define exatamente o que aconteceu durante a minha leitura de “A Menina que Roubava Livros”, de Marcos Zusak.

O livro conta a história de Liesel Meminger na época do Führer Hitler e como ela vai descobrindo aos poucos como são tratados os comunistas e judeus alemães naqueles tempos. A história passa-se durante a 2ª Grande Guerra e muitas coisas estão envolvidas com isso, bombardeios, esconderijos, porões e certas leituras de certos livros.

Assim como diz o título, não se engane, a menina realmente rouba livros, ela tem uma relação intensa com as palavras, uma relação de amor e ódio, uma relação que constrói uma amizade linda. As descrições dos diálogos, gestos, passeios e palavras trocadas entre Liesel e seu pai de criação, Hans Hubbermann, me tocaram demais. Me encantaram! Senti muita, muita falta de um pai realmente presente (mais isso é outra história!). A relação de Liesel e seu melhor amigo Rudy é de uma simplicidade e cumplicidade incrível. Apaixonante!

A história é contada pela morte, como alerta a contra-capa do livro, quando a morte conta uma história, você deve parar para ler. A sacada do livro ser narrado pela morte é sensacional, ela faz pequenas notas e dá uma visão muito diferente de tudo o que acontece (às vezes é até meio joselita, contando o que vai acontecer mais pra frente, spoiler mesmo).

Nunca fui uma apaixonada por leituras. Apenas quando entrei na faculdade foi que os livros tomaram conta dos meus armários e da minha vida. “A Menina que Roubava Livros” me cativou tanto quanto todos os 7 volumes de Harry Potter pelos quais sou apaixonada. A história foi girando como um belo e triste filme na minha cabeça no decorrer da leitura. Tenho o pai da Liesel montadinho na minha cabeça, amei-o!

Acho que algum cineasta devia se interessar pela vida de Liesel Meminger. O livro é apaixonante, derramei diversas lágrimas, principalmente no final, com o qual não me decepcionei. Leiam, vale a pena sim. Você vai rir, chorar e aprender um pouco de alemão, oras bolas!

3 Respostas leave one →
  1. 2008 Janeiro 16

    Impossível não se apaixonar, não chorar e não sofrer com a Liesel, tanto qto foi impossível não me envolvar na história do Bruno (O menino do Pijama listrado) ou com a história de Amir e Hassan (O caçador de pipas). Fantástico!

    obs: Temos que assistir o caçador no cinema! beijos

  2. 2008 Janeiro 16

    Me empresta esse livro depois! Comecei a ler no computador, e o resto da história vc sabe, né…
    Prometo que não irei roubá-lo!

  3. 2008 Janeiro 17

    Pow, Bárbara, você realmente anda me convencendo (ainda que não tenha escrito os posts diretamente para mim) com seus argumentos ultimamente…Se “A Menina…” for na linha de “Meu Nome…”, não vou mesmo me decepcionar. Gosto muito de livros que envolvem ficção com fatos históricos (marcantes ou não). Deve ser uma ótima leitura.

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