A arte de bem atender

2007 Setembro 14
by Bárbara Paludeti

Pare um pouco para pensar e diga: quantas vezes você já foi mal atendido em quaisquer tipos de estabelecimentos comerciais que sejam? Muitas, certo? Por mais que a onda seja treinar o pessoal, tratar bem o cliente, fazer com que o cliente tenha sempre razão, por mais que as empresas invistam rios de dinheiro com isso, na prática, não é bem assim.

Hoje, no horário do almoço, estivemos eu e Edson Carlos no Shopping Eldorado pois eu estava atrás de um livro para dar de presente. Procurei o bendito na prateleira e não encontrei-o, por isso fui até o “Atendimento ao cliente” pedir ajuda para algum funcionário. Havia uma única menina e uma pequena fila. Quando ela conseguiu fazer a pesquisa para mim e constatar que o livro existia na livraria, chamou alguém pelo microfone para pegá-lo, mas esse alguém não vinha…

Eis que ela mesma foi buscar o livro e pela demora, peloamordedeus, uma outra menina percebeu que o livro constava sim, mas no estoque… depois de toda essa enrolação, desisti, fui embora: “Eu vou embora, tá demorando muito”… “Mas senhora, eu pego para você…”… deixei-a falando sozinha.

Agora, a livraria chamava-se Saraiva Mega Store, note-se Mega Store, e realmente ela é bem grande, mas não tem computadores para as pessoas pesquisarem os livros e muito menos funcionários para ajudá-lo a achar algum livro perdido pelas prateleiras.

Dias atrás fui comprar uma pipoca em uma calçada da Paulista, o dono do carrinho era um menino novinho, com seus 20 e poucos anos, imagino eu, e fui extremamente mal atendida. Ao invés de me atender, ficou “xavecando” algumas garotas e quando finalmente me entregou o saquinho de pipoca, foi de costas conversando com as meninas.

Custa atender bem???

Certa vez em uma loja de sapato, fiquei olhando a vitrine por um tempo e quando finalmente escolhi o tênis que queria experimentar, eis que não havia um santo vendedor por perto, estavam todos conversando em um canto. Virei as costas e fui embora. Caixas de farmácia que ficam conversando ao invés de chamarem o próximo cliente também são recorrentes na minha vida, garçons que acham que sou invisível, vendedores de roupas que olham para mim como se fosse um alienígena. E por aí vai…

Eu sou daquelas que faz barraco se é mal atendida, ok, não bem um barraco, mas falo alto e saio pisando duro. Acho um tremendo de um desaforo ser mal atendida, principalmente quando se paga por um serviço, como as empresas de telefonia fixa e móvel, por exemplo. Os bancos, a Eletropaulo, a Sabesp… a lista é infindável.

Se os caras realmente acreditam que os clientes são tão importantes assim, e são, isso é óbvio, deveriam ainda assim tratá-los melhor e nem estou falando aqui daqueles clientes que são grossos e mal educados, que xingam os atendentes e armam escândalos, e sim daqueles simples clientes (calmos!) que vão até um livraria mega store procurar um simples livro do simples Luis Fernando Verissimo e nem por isso são simplesmente bem atendidos, oras bolas.

3 Respostas leave one →
  1. 2007 Setembro 17

    Muito bom, Bárbara…texto bem elaborado, que denota um quê de desabafo, hahahahaha! Realmente aquele atendimento péssimo foi duro de engolir, viu…acho que as grandes empresas realmente deveriam levar mais a sério este papo de fidelização dos clientes…enfim…concordo com você, mas, na condição de ex-bancário, tenho de dizer que o outro lado da moeda também existe. Sempre procurei tratar os meus clientes com a maior boa vontade do mundo, mas, infelizmente, fui algumas vezes surpreendido com uma contra-resposta amarga e injusta das pessoas. Se, por um lado, os funcionários devem criar a consciência de respeito e atendimento ágil, rápido e eficiente, os clientes devem ter em mente que também estão lidando com seres humanos.

  2. 2007 Setembro 17

    Então, Edson, eu concordo com vc, totalmente, aliás. Por isso fiz a ressalva no último parágrafo “e nem estou falando aqui daqueles clientes que são grossos e mal educados, que xingam os atendentes e armam escândalos, e sim daqueles simples clientes (calmos!)”…

    Agora, quando percebo que o atendente/bancário/vendedor está com má vontade, o que é facilmente perceptível por qualquer um, aí eu ‘causo’ um pouquinho, entendeu? Mas sou totalmente solidária com os bons funcionários… fique tranqüilo!!!

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